Redescobrindo Jobim descreve analiticamente e contextualiza (em relação à obra jobiniana conhecida) manuscritos composicionais não publicados de Tom Jobim, a partir de uma pesquisa detalhada no acervo do Instituto Antonio Carlos Jobim. Foram selecionados 100 desses manuscritos (considerando o simbolismo do número em relação à data do centenário do compositor, 2027, que se aproxima), divididos entre 59 peças completas e 41 fragmentos composicionais. Tendo como base modelos teóricos desenvolvidos ao longo de projeto de pesquisa coordenado pelo autor, as 100 peças são analisadas em relação às construções melódica, harmônica e formal, evidenciando sempre relações com outras obras (conhecidas) do compositor. Os dois capítulos finais realizam avaliações quantitativas e qualitativas do corpus inédito, identificando e discutindo aspectos estruturais definidores do estilo de Jobim.
Carlos Almada é compositor, arranjador e professor da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É membro da Associação Brasileira de Teoria e Análise Musical, líder do grupo de pesquisa MusMat e editor-chefe do Brazilian Journal of Music and Mathematics (MusMat). Publicou A estrutura do choro (2006), Contraponto em música popular (2013), Nas fronteiras da tonalidade (2016), Musical Variation: Toward a Transformational Perspective (2023) e cinco títulos pela Editora da Unicamp: Arranjo (2001), Harmonia funcional (2009), A harmonia de Jobim (2022), A melodia de Jobim (2023) e Funcionalidade harmônica em música popular (2025).
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