Na semana que vem reúne 22 ensaios de pesquisadores brasileiros e argentinos que leem a Semana de Arte Moderna de 1922 sem tomá-la como origem absoluta nem como relíquia paulista. Abre com Gilberto Mendonça Teles, que junta pela primeira vez num só texto os estudos que dedicou aos manifestos de vanguarda, e se encerra com Eduardo Viveiros de Castro, que relê a antropofagia de Oswald de Andrade à luz da etnologia contemporânea. Entre os dois, quatro percursos – “Devorações críticas”, “Ver com olhos livres”, “Roteiros modernistas” e “Terra sem mal” – atravessam manifestos e arquivos, poesia e artes visuais, circulação de obras; revisitam o Abaporu, Macunaíma, Mário de Andrade, Pagu e Brito Broca; e chegam a Jaider Esbell e Ellen Lima. A perspectiva latino-americana desloca o excepcionalismo paulista e lê 1922 por inteiro: pelo que a Semana afi rmou, pelo que não viu e pelo que se diz e se faz em seu nome cem anos depois.
Organizadores: Laura Cabezas é doutora em Letras pela Universidad de Buenos Aires (Argentina), instituição na qual é professora de literatura brasileira. João Fábio Bittencourt é doutor em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Tomaz Amorim é doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador, entre outros, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
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