Em Descolonizando a câmera, Mark Sealy direciona seu olhar crítico e aguçado para as políticas raciais presentes na fotografia, no contexto de intensos debates sobre raça e representação, os legados do colonialismo e a importância da descolonização da universidade. O autor analisa uma série de imagens dentro da e contra a violenta realidade política do imperialismo ocidental, buscando extrair novos significados e desenvolver novas formas de ver que coloquem o outro em foco.
O livro demonstra que, se não reconhecermos as conjunturas históricas e políticas das políticas raciais em ação na fotografia, e seus efeitos sobre aqueles que foram culturalmente apagados, tornados invisíveis ou menos que humanos por tais imagens, permaneceremos aprisionados nas ortodoxias estabelecidas do pensamento colonial a respeito do corpo racializado, do subalterno e da política do reconhecimento humano. Com análises detalhadas de fotografias – incluídas em um encarte – de Alice Seeley Harris, Joy Gregory, Rotimi Fani-Kayode e outros, e abrangendo mais de cem anos de história da fotografia, Descolonizando a câmera contém material visual e escrito essencial para leitores interessados em fotografia, raça, direitos humanos e os efeitos da violência colonial.
Mark Sealy é diretor da Autograph ABP (Londres) desde 1991 e, nessa função, produziu publicações de artistas, organizou exposições e encomendou trabalhos a fotógrafos e cineastas do mundo todo. Sua área de interesse está na relação entre fotografia e mudança social, política identitária, raça e direitos humanos. Ele também escreve para diversas publicações internacionais de fotografia.
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